quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Apendicite na Gravidez!!

Não escrevi errado não!! Apendicite na gravidez, sim!!! Algo que nem passa na cabeça de uma gravidinha. Mas descobrimos na prática que não é tão raro assim,  1 em cada 2000 gravidinhas têm isso.




Uma semana antes do problema aparecer de verdade, tive os primeiros sintomas, estava caminhando e comecei a sentir dores fortes e com dificuldade para andar. Parei, sentei num banquinho e esperei a dor passar ou melhorar, estava muito dificil andar. Mas aí a dor passou, continuei meu caminho e achei que eram dores do útero se expandindo, nada demais.

Uma semana se passou e a dor voltou, dores fortes no lado direito do abdome, ela começava fraca e  aumentava. Tentei dormir porque já estava tarde,  mas acordei várias vezes com a dor só aumentando, a noite foi horrível, cochilava/acordava o tempo todo e até sonhei com a dor, até no sonho ela não me largava.
Quando levantei mal consegui comer, a comida  não descia, estava meio enjoada. Estávamos nos arrumando pra mudarmos pra nossa casa neste dia, pois é mais essa!! Estava com muita dor, parecia uma cólica forte, e quando respirava fundo aliviava, massagem nas costas também aliviava um pouco.

Quando chegamos em casa, não aguentei, a dor estava tão forte que deitei no chão (os móveis ainda estavam a caminho ) e fiquei estirada no chão por um tempo,  minha vontade era ficar ali no chão e  que ninguém chegasse perto. Meu marido já estava apavorado, me disse se você não ligar para a midwife,  ligo eu! Ta bom...

Descobri nesse dia que ou sou muito teimosa ou tenho muita tolerância a dor, porque a dor era tão forte mas mesmo assim eu ia respirando fundo (igual ensinam respirar no trabalho de parto) e ia me acostumando a dor ou tendo esperança que passasse. Acredita? 
Enfim liguei pra minha midwife, aqui na Suécia não podemos sair correndo para o hospital sem antes ligar para a enfermeira explicar o que está acontecendo e receber uma orientação dela. Expliquei pra ela como eram as dores e me disse para ligar no hospital e explicar tudo para eles. Liguei, expliquei tudo de novo para a midwife do hospital e ela disse pra eu ir pro hospital que estavam me esperando! 

Lá fui eu, sozinha, porque nessa confusão toda meu marido teve que ficar esperando o povo da mudança em casa. Cheguei no hospital já estavam me esperando, nem precisei apresentar documento nada, falei que tinha ligado, eles já tinham meu personnummer que passei por telefone, e com isso puderam acessar meu journal( uma espécie de ficha com todos os seus dados, tudo que acontece com a mamãe e o neném)  primeira coisa que fizeram foi o bendito teste de urina, depois exame de sangue, ultrasom pra ver a neném e exame de toque  pra ver se não estava com contrações. Depois examinaram o local da dor, apertavam o abdome em vários lugares para ver onde realmente doía. 
Engraçado que doía o lado direito inferior da barriga, mesmo eles apertando o lado esquerdo. Não deu nada nos exames, e graças a Deus estava tudo bem com a neném. Mas como a dor não passava, eles me disseram que teríamos que aguardar o resultado do exame de sangue, se tivesse algo iria constar. E se não desse nada eu teria que ficar lá até eles descobrirem de onde era a dor, achei legal isso. Se fosse no Brasil eles mandariam para casa e com um remedinho pra tomar e tirar a dor. DETALHE: Não tinham me dado nada pra tomar, nenhum remédio!! Mas é claro né.. como eles iam descobrir a causa da dor se tivessem me medicado e  camuflado a dor? Eu teria ido pra casa achando que estava tudo bem até a dor voltar.

Esperei o bendito exame ficar pronto, estava sem comer nada e já era hora do almoço(eu não podia comer nada no caso de ter que operar) mas não sentia fome, mas estava com medo de ter que comer por causa da neném. Até que a médica apareceu me dizendo que eles(ela e os colegas dela, porque aqui na Suécia nenhum médico toma decisão sozinho, sempre com outros médicos) acharam uma infeção na apêndice no exame de sangue. Achei isso bacana porque reduz muito a possibilidade de um erro médico. 

Então para eles confirmarem a apendicite eu teria que fazer uma outra ultrasom agora procurando a apêndice.  Deu um trabalho danado pro médico achar a bendita da apêndice, e olha que minha barriga não está tão  grande assim. Ele olhou olhou, chamou outro médico, mais um. Saíram para discutir(eles fazem isso o tempo) E chegaram a conclusão que eu estava com uma inflamacao na apêndice sim, viram na ultrasom que minha apêndice estava inchada. O médico olhou pra mim disse o resultado e disse: Good Luck!  Essas palavras ficaram na minha cabeça por um tempo. Para mim era irônico dizer isso, logo naquele momento?? Eu estava desesperada!!  É que se alguém diz pra você em português: Boa Sorte! dentro de um hospital, no minimo você se preocupa, você pensa: a coisa ta feia!! kkk
Bom.. mas em inglês não soa tão  irônico assim..descobri depois de tanta gente me desejar Good Luck! GOOD LUCK!!  Vi que não era nada irônico e muito mais comum do que eu pensava...

Depois disso voltei para o setor da maternidade. Não me deixavam andar, então eu tinha sempre alguém me levando e buscando de um lado pro outro e desejando Good Luck!. Quando cheguei, me mandaram pra uma sala de atendimento e disseram que a médica já estudaria os resultados.  Fiquei aguardando a médica e pensando mil coisas.A primeira coisa que vem na cabeça da gente: Grávida pode operar? Como fica meu bebezinho???? A gente fica CRAZYYY!!! Esse pensamento enlouquece a gente. 



Primeiramente: Parabéns você acaba de cair na real que você está se tornando mãe!!! Daqui pra frente você SÓ vai pensar no seu bebezinho. Essa parte foi legal de descobrir, só conseguia pensar na minha filhinha naquele momento, em nada mais. Você descobre que todos aqueles medos cativos que você traz ao longo da vida já não fazem mais sentido. Seus medos agora são por aquele serzinho mais abençoado que está dentro de você. Você descobre que não tem mais medos próprios!! E que voce é mais corajosa do que pensava, essa parte me senti feliz e realizada em saber. Eu que sempre morri de medo de agulhas, hospital e cirurgia então! Descobri que meu medo naquele momento não era nada disso, eu temia pela minha filhinha que está tão protegidinha na minha barriguinha e iam abri-la!!! Incomodá-la!!! 

Enquanto a médica não voltava, liguei pro meu marido porque eu estava sem internet (só depois vi que tinha wifi no hospital todo) e começamos a pesquisar sobre o assunto, algumas pessoas queridas também que ficaram preocupadas porque assim como nós nunca tinham ouvido falar num caso assim. 


Olhem só o que descobrimos:
O QUE É APÊNDICE?
O apêndice é uma estrutura vermiforme (em forma de verme) que sai da primeira porção do intestino grosso, de uma região denominada ceco. Tem comprimento variável, em torno de 10 centímetros, e localiza-se na parte inferior,do lado direito do abdome. O apêndice apresenta um canal em seu interior que se comunica com o intestino grosso, onde existem fezes semilíquidas. 
Os seres humanos e os macacos são os únicos seres vivos que possuem apêndice.





PARA QUE SERVE?
Até pouco tempo achavam que não servia para nada, que era vestígio de nossa evolução cuja função  foi perdida. Mas segundo uma matéria publicada na revista Superinteressante, cientistas da Universidade Duke, nos EUA, descobriram que ela fabrica e serve como depósito de bactérias que auxiliam na digestão. “Além disso, também apresenta um conglomerado de células linfóides, que produzem anticorpos e ajudam na defesa do organismo”, afirma Marco Aurélio Santo, cirurgião do aparelho digestivo do Hospital das Clínicas, em São Paulo.
Olha o que mais diz na revista:
Essa função era muito útil milênios atrás. Em um mundo esparsamente povoado, quem tivesse sua flora intestinal dizimada por uma diarréia brava, por exemplo, teria mais dificuldades para reconstruí-la, já que povoamos o intestino com bactérias adquiridas de outras pessoas – as primeiras vêm já no leite materno.
Apesar do passado glorioso, o apêndice tem hoje um papel supérfluo. “A retirada do apêndice não provoca nenhuma deficiência no organismo e, se ele tem alguma função complementar, ela é facilmente compensada”, afirma Santo. Já a apendicite continua firme e forte: mortal, já atingiu ou atingirá 470 mil pessoas no Brasil (0,25% da população). Alimentação balanceada, com muitas fibras, garante o bom funcionamento do intestino, mas não impede que alguém saudável venha a ter uma crise de apendicite.

CAUSAS
Algumas condições clínicas são mais prováveis de ocorrer na gravidez. Outras condições são específicas para a gravidez. Assim, uma ampla gama de possíveis diagnósticos diferenciais deve ser considerada. Ou seja, não sabem a causa exata.

SINTOMAS
Dor abdominal localizada no mesogástrio ou no quadrante abdominal inferior direito e reação de parede, acompanhada de náuseas, vômitos e alguns casos febre. A dor é tipo uma cólica/cãibra semelhante às contrações uterinas.
Os sintomas são os mesmo de não-gestantes, a única diferençá é que com o aumento do útero o apêndice se desloca para cima e para o lado fazendo com que a dor mude também de lugar, o que também pode dificultar o diagnóstico.

DETECÇÃO
Um exame de sangue pode detectar um aumento dos glóbulos brancos (leucócitos). Mas como esse número já pode aumentar na gravidez este exame sozinho é pouco confiável para confirmar apendicite em uma mulher grávida. A ultra-sonografia é o exame complementar mais importante, por ser capaz de, em algumas vezes, revelar a inflamação do apêndice.

TRATAMENTO
Existe a possibilidade de tentar que a apêndice desimflame com o uso de antibióticos, mas na gravidez isso também não é simples assim. Alguns medicamentos a gravidinha não pode, mas existem outros que dizem ser de uso mais seguro. Claro que não existem estudos suficientes para provar que realmente não fazem mal ao bebe.  Mas o melhor seria evitar o uso de qualquer medicamento.

Outra forma de tratamento é a extração por procedimento cirúrgico, que seria a extracao do apêndice (apendicectomia) de forma imediata, pois a ruptura do apêndice durante a gravidez pode ser mortal. Não é provável que uma apendicectomia provoque lesões no feto ou desencadeie um aborto. Mas o médico é quem deve analisar a necessidade de uma intervenção cirúrgica, já que qualquer intervenção não urgente é protelada na gravidez, tanto quanto possível, desde que a saúde da mãe/bebê  não esteja em perigo.

Alguns casos a inflamação some por si só, até mesmo sem medicamentos.

ESTATÍSTICAS
A maioria dos casos ocorrem no segundo trimestre da gravidez, 52 % dos casos!
A idade das pacientes teve uma amplitude de variação entre 18 e 30 anos, com uma média de 23,2. Sendo a maior incidência entre 20 a 25 anos com 53,8% dos casos.
Lemos muitas coisas, até artigos publicados de médicos. A maioria diz que  a mortalidade para este caso é a mortalidade da demora!! Como o diagnóstico em grávidas é dificultado pelas mudanças fisiológicas da própria gravidez então o maior perigo é o atraso no diagnóstico que se demorado demais aí sim pode ter efeitos drásticos para o bebê e a mamãe.
Encontramos casos de mamães que foram operadas e correu tudo bem, mamães que não tiveram que ser operadas. Muitos casos com finais felizes.

Bom, voltando ao nosso caso.  A médica chamou o cirurgião para conversar comigo, ele me examinou e disse que eu teria que passar a noite no hospital em observação, eles iriam monitorar a inflamação através do exame de sangue, algum sinal de aumento teria que operar. E lá vamos nós passar alguns dias no hospital.
Acho que fiquei ao todo uns 3 dias no hospital(pareceram eternos), eles coletavam sangue de 3 em 3 horas, já não aguentava mais tantas picadas.  Até que chegaram a conclusão que a inflamação tinha passado(não constava mais nada no exame de sangue) e a dor tinha sumido, então eu poderia ir para casa. Oba!!
O susto passou! No fim foi um final feliz daqueles, não precisamos tomar antibiótico e nem fazer cirurgia!! É claro que agora seremos monitoradas pelos médicos de vez em quando, já marcaram uma consulta com um especialista na próxima semana, para garantir que tudo continua ok!

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Pré-natal na Suécia

Mudar para outro país requer muito adaptação, no início nem tudo é um mar de rosas. Você tem que aprender onde ficam as coisas, o mercado, aprender o que comprar, o que é  caro e barato, onde fica o banco, os órgãos do governo, seus direitos e deveres,  providenciar documentação necessária, saber como se locomover, achar um lugar para morar, aprender a língua local ou usar o inglês mesmo,  e ainda aprender os costumes daquele lugar.




Nós tínhamos que aprender tudo isso e descobrir como funcionava o pré- natal na Suécia e começa-lo o quanto antes! Já estavámos com 8 semanas quando chegamos na Suécia.

Para me inscrever no pré-natal tivemos que esperar nosso personnummer ( é o nosso número de RG aqui mas com 10 números AAMMDD- XXXX ) ficar pronto.
Na Suécia você precisa desse `número` PARA TUDO!!  Sem ele você praticamente não é ninguém. E demorou viu!! Aqui tudo acontece no tempo slow, e você tem que se acostumar com isso!  No Brasil sempre queremos dar um jeitinho e apressar tudo, queremos tudo pra ontem. Aqui é diferente, aqui é sempre no tempo CERTO. Se eles dizem que vai levar um ou dois meses, VAI LEVAR EXATAMENTE ISSO. E sem chorumelas, sem jeitinho brasileiro!



Bom, assim que pegamos nosso personnummer, fui logo procurar  um barnmorskemottagning que é uma clínica de pré-natal com midwives especialistas em gravidinhas.

Você entra no site: http://www.vardguiden.se/ e procura a clínica que atende mais próximo da sua casa.  No nosso caso estávamos ainda no hotel e procuramos lá por perto mesmo.

Você liga para agendar uma consulta ( todos eles sabem falar inglês) e inicia seu pré-natal na Suécia. Se quiser, você tem direito a uma tradutora da sua língua mãe, no meu caso tenho uma brasileira que é uma pessoa sensacional que eu sempre peço que seja ela. Tenho uma amiga que não teve tradutora e foi no inglês mesmo, isso também é possível! Todos falam inglês muito bem! Mas no nosso caso nossa midwife disse que preferia falar em sueco e termos uma tradutora, legal!
Agora lá vamos nós para nossa primeira consulta do pré-natal.
Nossa midwife é a Marita, uma sueca muito gentil e amável, ela que está cuidando da gente!  Ela nos transmite uma paz e tranquilidade que não tem igual!! Me sinto segura com ela.
Neste dia tinha uma estudante que estava tendo treinamento nas férias com a Marita, super atenciosa, ficou super feliz que eramos brasileiras e disse que reconhecia o português porque conhecia alguém que falava.

A primeira consulta é a mais demorada, ela te faz centenas de perguntas, algumas te deixaram envergonhada e outras com a pulga atrás da orelha, parece o questionário para tirar visto americano,  mas elas explicam que é o processo.
Na primeira consulta já fizemos testes de glicose, apenas uma picadinha e o resultado é na hora!  E E vimos o nível de ferro também, um xixizinho no potinho, elas colocam uma etiquetinha, e pronto! Já sabemos se o nível de ferro está baixo, normal ou elevado! Super prático, parecido com teste de gravidez de fármacia!  E o nosso estava normalzinho!! Tudo certinho! Estamos nos comportando bem!
Ela nos deu uma lista do que pode e do que não pode comer na gravidez.
Algumas coisas são engraçadas, por exemplo comer pão em TODAS as refeições..rss É um costume dos suecos comerem pão em todas as refeiçoes... mas achei engraçado dizer que nós termos que comer pao em TODAS AS REFEICOES!!! Estamos comendo de vez em quando só... Sobre a alimentação falaremos depois!!


Como já falei nosso acompanhamento é feito por uma midwife, ou melhor uma espécie de parteira ou dola,se preferir. Aqui elas são muito respeitadas, estudam muito e se especializam em algo, no nosso caso a Marita é especialista em partos!!  É claro que se você tiver um problema ou por outro motivo especial, tenha que passar com um ginecologista você passará. Mas geralmente não é necessário. Como diz nossa Marita as mamães na Suécia tem uma saúde sensacional, raramente temos problemas. 
Sem contar que elas são muito mais atenciosas e mais humanas que muitos médicos por aí. Algumas pessoas se sentem desconfortável em nao ter um médico o tempo todo, algumas brasileiras voltam pra fazer a famosa cesaria no Brasil. Mas eu particularmente me sinto acolhida e muito bem cuidada, sinto com atendimento privilegiado. Alguém que posso ligar quando tenho dúvidas, posso falar dos meus medos, inseguranças.. porque elas querem saber como as mamães estão em todos os sentidos, até emocionalmente!
Ha! Vale lembrar que é uma midwife como ela que fará nosso parto! Não é um médico(a)!! Isto te assusta? A mim nem um pouco, vamos torcer para que possamos mesmo fazer o parto natural! Até porque me decepcionei muito com médicas ginecologistas que eu costumava ir no Brasil, foram muito rudes quando viram que eu não teria o bebe com elas, no Brasil. Uma delas até falou: Tem certeza que você vai poder ter filho lá? Olha lá hein.. 
Pude ver claramente a mudança, quando elas olham o exame que você está mesmo grávida os olhos brilham, aí quando eu falava que estava indo embora elas mudavam completamente. Realmente isso me deixou bem triste saber que alguns médicos estão perdendo o lado humano e só pensam no dinheiro que vão ganhar com uma cirurgia que é o nascimento de um bebe para muitos. Nao é a toa que o Brasil apresenta a maior taxa mundial de cesáreas.
 Ha! Na primeira consulta também ganhamos livrinho, em inglês.
Ele tira algumas dúvidas que temos quando ficamos grávidas, fala do que vai acontecendo no corpo da mamãe, do desenvolvimento do bebe, algumas irregularidades que podem ocorrer em algumas gestaçoes, parto e suas posicoes, metodos para alivio da dor, enfim! Só informacao boa!

Bom essa foi nossa primeira consulta! Agora temos alguem cuidando da gente!!





terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Onde tudo começou..

Ano passado decidimos mudar de país, meu marido arrumou um emprego na Suécia e eu  queria fazer  mestrado na minha área. Já tinha pesquisado muito e estava apaixonada por tudo que tinha lido sobre a especialização na Suécia!  Nós queríamos MUDANÇA, novos desafios, coisas novas... e.... tivemos e temos todos os dias aqui!  




Estava tudo certo, dia 1 de outubro de 2011 embarcaríamos para nossa nova aventura!!!
Até aí estava tudo como planejado: meus pais estavam um pouco tristes mas nos apoiaram muito, os pais do meu marido estavam muito felizes pela nossa conquista, algumas pessoas criticaram, outras pessoas apoiaram, tudo conforme já prevíamos. Mas o apoio fundamental recebemos que foram dos nossos pais e dos nossos amigos de verdade, isso foi sem dúvida foi fundamental pra gente. Mas não nos importamos com isso, acredito que isso tenha sido um bom divisor de águas, pois descobrimos que quem nos quer bem de verdade nos apoiará sempre mesmo sofrendo com a distância!

Algumas semanas antes de mudarmos veio a grande notícia


-Você está grávida!!!!!! Parabéns!!!  Disse minha médica. Eu estava simplesmente fazendo exames de checkup para a viagem e descubro que estou grávida, como assim???!!! Já tinha feito um teste de farmácia, pela primeira vez na vida, porque estava atrasado, mas estava tranquila era uma grande mudança, estava mexendo com meus hormônios, certeza!

-Como assim?? A senhora tem certeza??? 
-Absoluta minha querida, testes de farmácias raramente dão falso positivo! Mas vou pedir um exame de sangue pra você ficar mais tranquila!  

Dito e feito, fiz o exame e  no mesmo dia saiu o resultado, meu marido estava trabalhando em São Paulo neste dia, nós morávamos no interior.  Liguei pra ele desesperada, mandei email. Ele foi avisado que seria pai por email!! Pois é...rss 

Todo mundo prepara uma surpresa pro marido, compra algo, escreve coisas bonitas, mas eu mesmo sendo muito atenciosa com ele não fiz nada isso! 
Eu estava desesperada!! Pensava no parto, nos meus medos, se eu seria uma boa mãe..muitas coisas passam pela cabeça da gente nesta hora.
E tinha mais: Você está mudando de PAÍS querida!!! Esqueceu??? Desespero total!!!
Claro que me desesperei e liguei pra ele, ele voltou pra casa no mesmo dia. O presentinho surpresa pra ele?? Ficou pro próximo filho..rss

Conversamos.. conversamos e chegamos a conclusão: Vamos mudar mesmo assim!!! Ajustamos os planos e  agora eramos TRÊS indo morar em outro país!!!

E aí começou a grande aventura da minha vida: SER MÃE + na Suécia!